Arte 2 - EEARG
Pesquisas em Arte do 2º Colegial, na E.E. Américo Renê Giannetti.
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Pesquisas em Arte do 2º Colegial, na E.E. Américo Renê Giannetti.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Formação Cultural Brasileira
Formação Cultural Brasileira
Desde
a chegada de Cabral, pessoas de diversos países viram no Brasil
excelentes oportunidades de trabalho e qualidade de vida, essas
influenciaram a formação
cultural brasileira.
Desde
1500 o Brasil é cobiçado por diversos países, e através de
invasões e imigrações o povo brasileiro acabou criando um “Mix
de Culturas” que acabou gerando a nossa atual cultura.
Cerca
de 15 povos influenciaram diretamente a cultura brasileira. A mistura
começou em 1503, quando os franceses começaram a visitar a costa
brasileira, até os dias atuais com os estadunidenses influenciando a
população através dos meios de comunicação, com o cinema,
televisão e a música. Cada povo tentou deixar o Brasil com a cara
de seu país de origem, o que gerou uma diversidade de costumes.
Franceses
Os
franceses procuram fixar-se no Brasil por, pelos menos, três
séculos.
Tentativas
de fundação da França Antártica e da França Equinocial,
implicaram em contato e miscigenação com os primeiros habitantes,
fazendo com que a influência étnica e cultural dos franceses
permanecesse em boa parte do país e deixasse marcas muito fortes na
aparência, educação, gastronomia, artes, vocabulário e estética
do nosso povo.
Judeus
Tratado
de Aliança e Amizade firmado entre o Brasil e Inglaterra em 1810. O
tratado assinado no momento em que a Inquisição portuguesa era
desativada, permitia oficialmente a vinda de imigrantes
não-católicos.
Em
1920, os judeus já compunham uma colônia imigrante significativa,
aumentando com a ascensão do nazismo na Alemanha no início dos anos
30.
Estima-se
em, aproximadamente, 200 mil o número de judeus no Brasil; em São
Paulo e, graças ao nível de educação desses imigrantes, ocupam
hoje postos importantes na esfera governamental, empresarial,
acadêmica e cultural.
As
maiores influências judaicas que tivemos são: o conformismo com o
destino, o saudosismo messiânico e o “pão-durismo” do mineiro.
Gregos
A
presença grega no Brasil data de 1880; todavia, a colônia, que hoje
conta com mais de 10 mil representantes, teve seu momento de maior
trânsito para este país após a Segunda Grande Guerra. O fluxo de
imigração grega se manteve até o final da década em virtude da
guerra civil de 1949 que opunha direitistas e comunistas.
Impossível
negar a influência cultural dos gregos em todo o ocidente, cultura
que a colônia busca preservar no Instituto Ateniense de São Paulo.
Os
bairros de concentração grega são: Brás, Pari e um bairro que,
por volta de 1870, era um lugarejo formado por três grandes
chácaras, uma delas que, com lagos e vegetação exuberante, era
conhecida com Bom Retiro.
Os
gregos que se fixaram em São Paulo muito contribuíram para o
desenvolvimento da indústria têxtil.
Espanhóis
A
presença espanhola em terras brasileiras é muito antiga, sendo um
de seus representantes de grande importância para a História de São
Paulo, o jesuíta José de Anchieta que em 1554 contribuiu para a
fundação da cidade.
O
período de união de Portugal e Espanha entre 1580 e 1640 trouxe
para o Brasil famílias que se tornariam “quatrocentonas”.
Entre
as levas de imigrantes há aqueles que vieram entre o final do século
XIX e 1930, para a lavoura do café, outras ondas se sucederam entre
1950 e 1964, principalmente como mão de obra especializada para a
indústria nascente e a siderurgia.
Árabes
Seus
costumes chegaram ao Brasil indiretamente, através da cultura luso
espanhola, herdeira do legado islâmico, pois a Península Ibérica
foi dominada pelos mouros durante quase 700 anos; e diretamente pela
transferência, da África para o nosso país, de escravos
islamizados. Contribuíram com o uso do cachimbo nos rituais de
candomblé, na reclusão da mulher no período colonial, nas lendas,
como a “Moura Torta”, nas parlendas, contos acumulativos,
folguedos e na veneração do cavalo, pelo gaúcho, etc.
Indianos
Os
imigrantes são basicamente de três tipos: os tratadores que
acompanharam o gado importado, homens que sequer tinham sobrenome;
executivos de empresas de alta tecnologia e prestadores de serviços.
São os contrastes da Índia que se revelam também aqui.
A
colônia indiana na cidade de São Paulo é estimada em menos de mil
pessoas, e concentra-se na região do bairro do Paraíso.
Os
indianos trouxeram para a cidade uma dimensão mágica de integração
com formas de vida vegetal, animal e mineral. A maioria das
esmeraldas retiradas dos garimpos brasileiros destina-se a
comerciantes que vêm da Índia. Para os indianos, as esmeraldas são
pedras sagradas
Ingleses
Sua
influência é devida às invasões no período colonial, assim como
o comércio com o Brasil. Os Ingleses nos legaram alguns termos como
o “bond” que de título da dívida pública passou a designar
veículo de tração animal e elétrica; trouxeram também o futebol,
esporte preferido pela população.
Holandeses
Sua
influência é devida às invasões no período colonial. Os
Holandeses deixaram sua influência na literatura de cordel, nas
blasfêmias no folclore do açúcar, em elementos de confeitaria e
laticínios.
Por
duas vezes os holandeses tentaram fixar residência no Brasil, na
Bahia (1624 a 1625) e em Pernambuco (1630 a 1654). Fundaram
fortificações, cidades, museus, centros de ciência e arte, a ponto
de causar sentimentos de que seriam melhores colonizadores que os
portugueses.
Miscigenaram-se
com índios e mamelucos, mulatos e negros, influenciaram no verde dos
olhos de parte dos nordestinos que vivem hoje em São Paulo. Mas a
maior contribuição da colônia holandesa é no cultivo das flores.
Foram eles que criaram a Holambra, um centro de cultivo, que
tornou-se cidade em 31 de dezembro de 1991, cujo nome soma Holanda,
América e Brasil.
Coreanos
Herdeiros
da habilidade e concentração, fundamentais no Tae Kwon Do, “caminho
dos pés e mãos”, além de trabalhadores obstinados, logo ganharam
espaço no ramo da confecção e no comércio de produtos importados.
Alemães
Vieram
com D. Leopoldina, quando ela se casou com D. Pedro I, formando a
primeira colônia germânica na região fluminense.
O
ano de 1828 trouxe mais 560 imigrantes, destes, pelo menos 94
famílias foram encaminhadas para a “Freguesia de Santo Amaro”.
No ano de 1837 Santo Amaro era o único município a produzir
batatas, cultura esta típica do imigrante alemão.
Italianos
Também
aportaram no Brasil por razões históricas, com o casamento de D.
Pedro II com a napolitana Tereza Cristina. Vieram para substituir a
mão de obra escrava, que estava desaparecendo devido às leis para a
abolição da escravatura.
As
influências estão presentes em toda parte, na culinária, na
personalidade, no vestir, na educação, nas expressões, na música,
na ciência e nas artes.
As
principais influências italianas são: as festas de igreja,
comilança de Natal, presépios, massas como macarronada e pizzas,
vinhos gaúchos, figas, capelinhas e cruzeiros à beira das estradas,
procissões, ex-votos, etc..
Estadunidense
A
influência estadunidense não foi espontânea como a dos povos que
aqui vieram habitar, ela foi planejada e, devido à intensa
propaganda através dos meios de comunicação, que atingem as mais
longínquas regiões brasileiras, esta influência aparece não
somente na música da juventude e no linguajar, como também na
alimentação, através dos sanduíches, principalmente hambúrgueres
e cachorros-quentes e da coca cola. O “jeans” é atualmente usado
por todas as camadas da sociedade, inclusive pelos trabalhadores
rurais e habitantes das cidades do interior.
Nenhuma
outra cultura influenciou tanto a sociedade ocidental como os
estadunidenses. Mudaram-se os hábitos alimentares, modo de falar e
vestir, valores, grafias.
Chineses
Vindos
para o Brasil, trouxeram os conhecimentos mais antigos do mundo e
influenciaram o desenvolvimento da medicina e os fogos de artifício,
que tão incorporados em nossa cultura, são outra contribuição da
cultura chinesa.
Sírios
Os
sírios influenciaram em alimentos, como o quibe, a esfirra, o
tabule, iogurte, etc. assim como a esperteza no negócio.
Japoneses
Trouxeram
recentemente várias contribuições, que vêm sendo introduzidas na
cultura popular. Os nipônicos nos legaram o folclore das flores, dos
frutos, da morte, e ainda o “sushi” e “sashimi”, pratos muito
apreciados hoje em dia, além das artes marciais.
Os Povos no Brasil – Miscigenação
Os Povos no Brasil – Miscigenação
Não
existe na atualidade nenhum grupo humano racialmente puro. As
populações contemporâneas são o resultado de um prolongado
processo de miscigenação,
cuja
intensidade variou ao longo do tempo.
Miscigenação
é o cruzamento de raças
humanas diferentes.
Desse processo, também chamado mestiçagem
ou
caldeamento,
pode-se
dizer que caracteriza a evolução do homem. Mestiço é o indivíduo
nascido de pais de raças diferentes (apresentam constituições
genéticas diferentes).
Esses
conceitos, porém, são ambíguos, como o próprio conceito
de raça. O
filho de um alemão e uma sueca, por exemplo, não é considerado
mestiço, mas sim alemão ou sueco, conforme o meio em que ocorrer
sua socialização. O filho de um alemão e uma vietnamita, ao
contrário, será considerado mestiço (eurasiano), seja qual for o
meio em que se der sua integração. Popularmente, considera-se
miscigenação a união entre brancos
e negros, brancos e amarelos, e
entre amarelos
e negros, ou
seja, os grandes grupos de cor em que se divide a espécie humana e
que, na concepção popular, são tidos como “raças”.
Brancos,
negros e amarelos, no entanto, não constituem raças no sentido
biológico, mas grupos
humanos de
significado sociológico que o senso comum identifica por um traço
peculiar — no caso, a cor da pele.
Os
ancestrais indígenas do brasileiro contemporâneo caracterizavam-se
mais pela diversidade do que pela homogeneidade, enquanto os
portugueses provinham de um processo de caldeamento secular e
variado, no qual se destacam contribuições dos fenícios,
gregos, romanos, judeus, árabes, visigodos, mouros, celtas e
escravos africanos. É difícil precisar a origem dos negros trazidos
da África para o Brasil, mas é sabido que provieram de diferentes
tribos e nações.
Do
século XVI ao XVIII, em aproximadamente 15 gerações, consolidou-se
a estrutura
genética da população brasileira, com
o entrecruzamento de africanos, portugueses e índios. Ainda no
período colonial, franceses, holandeses e ingleses tentaram se
estabelecer em território brasileiro e deixaram alguma contribuição
étnica, embora restrita.
Ao
mulato,
mestiço
de negro e branco, se deve toda a construção da economia litorânea
no Brasil, inclusive o desenvolvimento de sua vida urbana. Ao
mameluco,
resultante
das relações entre branco e índio, se deve a penetração para o
interior e a marcha para o oeste. A partir do século XIX,
acrescenta-se à miscigenação entre os primeiros grupos étnicos a
contribuição dos imigrantes italianos,
espanhóis, alemães e
japoneses,
que
também participaram do processo de mistura racial no Brasil.
Os
alemães se estabeleceram principalmente no Sul, os italianos em São
Paulo, e os espanhóis em todo o país. Isso também contribuiu para
que a mistura de povos no Brasil tivesse composição diferente de
acordo com a região. De maneira geral, pode-se dizer que predomina
no litoral o mulato e, no interior, o branco e vários mestiços. A
população é mais índia no Norte, menos branca no Nordeste, mais
índia e mais branca no Centro-Oeste e menos negra no Sul. No
Sudeste, historicamente a área de maior desenvolvimento, há um
pouco de todas as raças.
Povos no Brasil
As
três raças básicas formadoras da população brasileira são o
negro, o europeu e o índio, em graus muito variáveis de mestiçagem
e pureza. É difícil afirmar até que ponto cada elemento étnico
era ou não previamente mestiçado.
A
miscigenação no Brasil deu origem a três tipos fundamentais de
mestiço:
-
Caboclo= branco + índio
-
Mulato= negro + branco
-
Cafuzo= índio + negro
Brancos
Os
portugueses trouxeram um complicado caldeamento de lusitanos,
romanos, árabes e negros, que habitaram em Portugal. Os demais
grupos, vindos em grande número para o Brasil em diversas épocas —
italianos, espanhóis, alemães, eslavos, sírios — também tiveram
mestiçagem semelhante. A partir de então, a migração tornou-se
mais constante. O movimento de portugueses para o Brasil foi
relativamente pequeno no século XVI, mas cresceu durante os cem anos
seguintes e atingiu cifras expressivas no século XVIII. Embora o
Brasil fosse, no período, um domínio de Portugal, esse processo
tinha, na realidade, sentido de imigração.
A
descoberta de minas de ouro e de diamantes em Minas Gerais foi o
grande fator de atração migratória. Calcula-se que nos primeiros
cinquenta anos do século XVIII entraram, só em Minas, mais de
900.000 pessoas. No mesmo século, registra-se outro movimento
migratório: o de açorianos para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e
Amazônia, estados em que fundaram núcleos que mais tarde se
tornaram cidades prósperas.
Os
colonos, nos primeiros tempos, estabeleceram contato com uma
população indígena em constante nomadismo. Os portugueses, embora
possuidores de conhecimentos técnicos mais avançados, tiveram que
aceitar numerosos valores indígenas indispensáveis à adaptação
ao novo meio. O legado indígena tornou-se um elemento da formação
do brasileiro. A nova cultura incorporou o banho de rio, o uso da
mandioca na alimentação, cestos de fibras vegetais e um numeroso
vocabulário nativo, principalmente tupi, associado às coisas da
terra: na toponímia, nos vegetais e na fauna, por exemplo. As
populações indígenas não participaram inteiramente, porém, do
processo de agricultura sedentária implantado, pois seu padrão de
economia envolvia a constante mudança de um lugar para outro. Daí
haver o colono recorrido à mão de obra africana.
O
Brasil é o país de maior população branca do mundo tropical.
Negros
Os
negros, trazidos para o Brasil como escravos, do século XVI até
1850, destinados à lavoura canavieira, à mineração e à lavoura
cafeeira, pertenciam a dois grandes grupos: os sudaneses e os bantos.
Os primeiros, geralmente altos e de cultura mais elaborada, foram
sobretudo para a Bahia. Os bantos, originários de Angola e
Moçambique, predominaram na zona da mata nordestina, no Rio de
Janeiro e em Minas Gerais.
Surgiu
assim o terceiro grupo importante que participaria da formação da
população brasileira: o negro africano. É impossível precisar o
número de escravos trazidos durante o período do tráfico negreiro,
do século XVI ao XIX, mas admite-se que foram de cinco a seis
milhões. O negro africano contribuiu para o desenvolvimento
populacional e econômico do Brasil e tornou-se, pela mestiçagem,
parte inseparável de seu povo. Os africanos espalharam-se por todo o
território brasileiro, em engenhos de açúcar, fazendas de criação,
arraiais de mineração, sítios extrativos, plantações de algodão,
fazendas de café e áreas urbanas. Sua presença projetou-se em toda
a formação humana e cultural do Brasil com técnicas de trabalho,
música e danças, práticas religiosas, alimentação e vestimentas.
Índios
Os
indígenas brasileiros pertencem aos grupos chamados paleoameríndios,
que provavelmente migraram em primeiro lugar para o Novo Mundo.
Estavam no estádio cultural neolítico (pedra polida). Agrupam-se em
quatro troncos linguísticos principais: o tupi ou tupi-guarani, o jê
ou tapuia, o caraíba ou karib e o aruaque ou nu-aruaque. Há além
disso pequenos grupos linguísticos, dispersos entre esses maiores,
como “os pano”, “tucano”, “bororó” e “nhambiquara”.
Atualmente os índios acham-se reduzidos a uma população de algumas
dezenas de milhares, instalados sobretudo nas reservas indígenas da
Amazônia, Centro-Oeste e Nordeste.
A
esses três elementos fundamentais vieram inicialmente acrescentar-se
os mestiços, surgidos do cruzamento dos três tipos étnicos
anteriores, e cujo número observou tendência sempre crescente.
Ocupam portanto lugar de grande destaque na composição étnica da
população brasileira, representados pelos caboclos (descendentes de
brancos e ameríndios), mulatos (de brancos e negros) e cafuzos (de
negros e ameríndios).
A
marca da imigração no Brasil pode ser percebida especialmente na
cultura e na economia das duas mais ricas regiões brasileiras:
Sudeste e Sul.
A
colonização foi o objetivo inicial da imigração no Brasil,
visando ao povoamento e à exploração da terra por meio de
atividades agrárias. A criação das colônias estimulou o trabalho
rural. Deve-se aos imigrantes a implantação de novas e melhores
técnicas agrícolas, como a rotação de culturas, assim como o
hábito de consumir mais legumes e verduras. A influência cultural
do imigrante também é notável.
A
imigração teve início no Brasil a partir de 1530, quando começou
a estabelecer-se um sistema relativamente organizado de ocupação e
exploração da nova terra. A tendência acentuou-se a partir de
1534, quando o território foi dividido em capitanias hereditárias e
se formaram núcleos sociais importantes em São Vicente e
Pernambuco. Foi um movimento ao mesmo tempo colonizador e povoador,
pois contribuiu para formar a população que se tornaria brasileira,
sobretudo num processo de miscigenação que incorporou portugueses,
negros e indígenas.
Outros Grupos
Os
principais grupos de imigrantes no Brasil são portugueses,
italianos, espanhóis, alemães e japoneses, que representam mais de
oitenta por cento do total. Até o fim do século XX, os portugueses
aparecem como grupo dominante, com mais de trinta por cento, o que é
natural, dada sua afinidade com a população brasileira. São os
italianos, em seguida, o grupo que tem maior participação no
processo migratório, com quase trinta por cento do total,
concentrados sobretudo no estado de São Paulo, onde se encontra a
maior colônia italiana do país. Seguem-se os espanhóis, com mais
de dez por cento, os alemães, com mais de cinco, e os japoneses, com
quase cinco por cento do total de imigrantes.
Contribuição dos Grupos
No
processo de urbanização, assinala-se a contribuição do imigrante,
ora com a transformação de antigos núcleos em cidades (São
Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias, Farroupilha, Itajaí, Brusque,
Joinville, Santa Felicidade etc.), ora com sua presença em
atividades urbanas de comércio ou de serviços, com a venda
ambulante, nas ruas, como se deu em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Outras
colônias fundadas em vários pontos do Brasil ao longo do século
XIX se transformaram em importantes centros urbanos. É o caso de
Holambra SP, criada pelos holandeses; de Blumenau SC, estabelecida
por imigrantes alemães liderados pelo médico Hermann Blumenau; e de
Americana SP, originalmente formada por confederados emigrados do sul
dos Estados Unidos em consequência da guerra de secessão.
Imigrantes alemães se radicaram também em Minas Gerais, nos atuais
municípios de Teófilo Otoni e Juiz de Fora, e no Espírito Santo,
onde hoje é o município de Santa Teresa.
Em
todas as colônias, ressalta igualmente o papel desempenhado pelo
imigrante como introdutor de técnicas e atividades que se difundiram
em torno das colônias. Ao imigrante devem-se ainda outras
contribuições em diferentes setores da atividade brasileira. Uma
das mais significativas apresenta-se no processo de industrialização
dos estados da região Sul do país, onde o artesanato rural nas
colônias cresceu até transformar-se em pequena ou média indústria.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, imigrantes enriquecidos
contribuíram com a aplicação de capitais nos setores produtivos.
A
contribuição dos portugueses merece destaque especial, pois sua
presença constante assegurou a continuidade de valores que foram
básicos na formação da cultura brasileira. Os franceses influíram
nas artes, literatura, educação e nos hábitos sociais, além dos
jogos hoje incorporados à lúdica infantil. Especialmente em São
Paulo, é grande a influência dos italianos na arquitetura. A eles
também se deve uma pronunciada influência na culinária e nos
costumes, estes traduzidos por uma herança na área religiosa,
musical e recreativa.
Os
alemães contribuíram na indústria com várias atividades e, na
agricultura, trouxeram o cultivo do centeio e da alfafa. Os japoneses
trouxeram a soja, bem como a cultura e o uso de legumes e verduras.
Os libaneses e outros árabes divulgaram no Brasil sua rica
culinária.
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